Textos, matérias, poemas, orações e mais...

Blog EntryA existência não é sua inimigaJun 2, '08 9:01 AM
for everyone
Tinha eu recebido este texto e deixado lá na minha caixa de e-mail para uma oportunidade ler. E ele foi um presente para mim, hoje. Um sinal que a vida colocou para que eu entendesse que quem está no leme da minha vida sou eu.
Expulsando medos e incertezas, expulsando estas negatividades.
Estou muito grata...



Existem dias em que a vida nos parece cheia de dificuldades e problemas, quando nossos anseios e desejos insatisfeitos predominam de forma absoluta, e só conseguimos focar nossa atenção naquilo que nos falta.

Em outros, apenas porque algum destes problemas foi resolvido, mudamos totalmente nosso estado de espírito e, milagrosamente, tudo nos parece tão calmo e tranqüilo e nos sentimos serenos e confiantes.

Esta oscilação e mudança constante em nosso estado de ânimo, deve-se ao fato de que vivemos, o tempo todo, sob o domínio de nossa mente. Ela tem como característica essencial a agitação, a ansiedade e a expectativa permanente de que algo aconteça.

Na maioria das pessoas o que predomina é a expectativa negativa, ou seja, o medo e até mesmo a certeza de que não conseguirão realizar seus desejos e, portanto, a infelicidade sempre estará esperando-as no final da estrada.

O que as diferencia dos seres felizes e equilibrados, é exatamente a força que o ego e a mente negativa exercem sobre elas. Quem está sempre na expectativa de que algo de errado acontecerá, certamente chegará ao resultado que tanto imaginou.

Se, ao contrário, conseguirmos relaxar e alimentar a confiança de que o Todo nos trará aquilo de que necessitamos, uma nova consciência emergirá de dentro de nós e conseguiremos perceber quanta energia desperdiçamos ao cultivar o medo e a angústia antecipadamente, sem qualquer base em acontecimentos reais.

Além disso, esforços extraordinários e desesperados para alcançar qualquer meta, poderão afastá-la ainda mais de nós. Deixemos, pois, que a existência se revele a cada dia, nos mostrando sutilmente a direção que devemos seguir, sem que seja necessária qualquer batalha de nossa parte. Ela sempre se manifesta quando nos mostramos atentos e dispostos a perceber seus sinais.

“...se você pensa que algo é negativo, você não pode se tornar aberto. O próprio medo do negativo criará o fechamento. Você ficará fechado – você não poderá se abrir. O próprio medo de que algo possa causar-lhe dano... Como você pode se tornar vulnerável?

... Abra-se – e no próprio ato de abrir-se, tudo o que é negativo na existência, desaparece. Nem a morte é negativa então. Nada é negativo. Seu medo cria a negatividade... A existência não é sua inimiga. Como poderia ser? Você pertence a ela, você é apenas uma parte dela, uma parte orgânica. Como a existência pode ser sua inimiga? Você é a existência. Você não está separado; não há nenhum intervalo entre você e a existência.

... Se você está fechado, toda a existência é sua inimiga. Não que ela seja. Ela parece para você, que é inimiga. Quando você está aberto, toda a existência se torna sua amiga. Agora, quando você está fechado, mesmo o amigo é o inimigo.

... Como você pode amar, quando você está fechado? Você vive na sua prisão, eu vivo na minha prisão e, sempre que nos encontramos, somente as paredes da prisão tocam uma na outra - e nós ficamos escondidos atrás delas. Nós andamos dentro de nossas cápsulas: as cápsulas tocam-se uma na outra, mas lá no fundo permanecemos isolados.

... Se você tivesse conhecido a abertura, você não poderia sentir que algo pode ser nocivo para você. Então, nada mais seria nocivo. Eis por que eu digo até que a morte é uma bênção. Sua abordagem se torna diferente. Agora, para onde quer que você olhe, você olha com um coração aberto – essa abertura de coração muda a qualidade de tudo. E você não pode sentir que algo vá ser nocivo; você não pode perguntar como se defender – não há necessidade. A necessidade surge por que você está fechado”.

Osho, The Book of the Secrets.


Por Elisabeth Cavalcante


Blog EntryO tempo...May 24, '08 10:49 AM
for everyone


TUDO TEM SEU TEMPO...


Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito.
 

Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou;
Há tempo de adoecer e tempo de curar;  
tempo de derrubar e tempo de edificar;
Há tempo de chorar e tempo de rir;
 
tempo de prantear e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
 
tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar e tempo de perder;
 
tempo de guardar e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar e tempo de coser;
tempo de estar calado e tempo de falar;
Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Blog EntryBERIMBAUMay 24, '08 10:35 AM
for everyone



Por André Carvalho - Salvador

Mesmo sendo baiano da gema, acabo de comprar uma harpa. Fi-lo porque
qui-lo, como diria o inteligentíssimo mato-grossense Jânio Quadros. Foi
complicado encontrar uma harpa à venda aqui, na bendita cidade do Salvador.
Baiano não é muito chegado a essas coisas. As poucas existentes estão em
museus e, sabe-se de uma, em casa de um professor, doutor, coordenador
universitário.

Minha harpa tem quarenta e seis cordas e sete pedais e seu desenho é
semelhante àquele usado nas harpas dos Caldeus, em 600 a.C.. Tive alguma
dificuldade em contar todas as suas cordas. Confesso, escabreado, que me
confundi umas três ou quatro vezes e que foi necessária a ajuda de um amigo,
o Antônio, muito mais sagaz que eu, para a consecução da tarefa. Apesar da
passagem pela Universidade Federal da Bahia, nos idos de 70, empaco em
coisas que dizem respeito à aritmética. A UFBA não tem culpa alguma, pois a
questão é de QI. Também pudera, acostumado ao berimbau monocórdio, não podia ser diferente.

Optei pela harpa na esperança de elevar meu QI a números estratosféricos,
seguindo uma nova teoria evolucionista que vem sendo elaborada e
desenvolvida por médicos aqui da Bahia. Nunca dantes se viu coisa igual. A
tese é a seguinte: quanto mais cordas você tocar, mais inteligente você é.
Portanto, violonista que toca violão de doze cordas é mais inteligente do
que o bandolinista que toca em oito cordas, que por sua vez é mais
inteligente do que o baixista que é tão inteligente quanto o cavaquinista, e
assim sucessivamente.

Como você já percebeu, na base da pirâmide do intelecto estão os tocadores
de berimbau.

O que me encanta nos estudos científicos é a profusão de novas e
revolucionárias idéias. Claro, pesquisa serve mesmo para isso. Pena o Brasil
ter que reformar apartamentos de reitores magníficos e sobrar pouco recurso
para as pesquisas. Com mais dinheiro poderíamos estudar a influência da
percussão no resultado dos vestibulares, por exemplo. Bum, bum, bum, bum,
bum ajuda ou atrapalha o batuqueiro a ingressar na universidade? Se ajudar,
o faz mais em medicina ou engenharia? Outra pesquisa interessante seria
relacionar curso a instrumento musical. Para direito é melhor tocar um
instrumento de sopro, clarinete, talvez. Quer sucesso nas ciências
econômicas, então toque oboé, e assim por diante. Comprovadas estas
hipóteses, melhorar-se-ia muito o desempenho dos alunos nos exames
avaliatórios, tipo ENADE e OAB.

Apenas uma coisinha me intriga quanto ao resultado de tudo isso. É que
dentre os instrumentos que conheço, o mais parecido com a harpa é o
berimbau. Na verdade o berimbau é uma harpa de corda única. É uma prova de
inteligência dos seus inventores; substituir quarenta e cinco cordas e sete
pedais por uma cabaça, uma vareta, um caxixi e uma pedra, e tirar daí, os
sons necessários para uma existência feliz é fantástico O berimbau é mais
barato, mais leve, portátil, de fácil manutenção e mercadologicamente mais
demandado. Tirante eu ou outro insano qualquer, ninguém compra uma harpa e leva pra casa, mas todo o mundo compra um berimbauzinho de lembrança, não é mesmo?

Tocar berimbau não é para qualquer um. Dizem que é um dom de Deus. Extrair
de uma única corda a profusão de sons que os tocadores conseguem deve ser
mesmo obra dos deuses. Imagino um berimbau tocando os famosos e harmônicos temas natalinos!!! Maravilha!!! Ansioso, espero o desenrolar das novas etapas da pesquisa...

Blog EntryAmor de MãeMay 9, '08 6:07 PM
for everyone


Mulher de uma grandiosidade infinita de sentimentos. Nós a chamamos por esta palavra tão pequena, Mas que é o sinônimo de outra pequenina, Que também exprime o maior dos sentimentos, o "AMOR".

Sua vida, já não lhe pertence. Se abdicou dela, ao colocar-nos no mundo. A sua felicidade é vislumbrada a cada uma De nossas vitórias e conquistas. E sentimos que esta felicidade cresce, ao darmos continuidade ao que ela um dia começou.

 

Mulher forte, destemida e batalhadora. Guarda para si, as suas angústias, Procurando sempre nos poupar, evitando nos preocupar e Buscando dentro de si, forças, para ainda, nos ajudar. Com seus gestos, palavras, carinhos, Ou até mesmo dando-nos o seu colo.



Faz sentir-se presente a todo instante, passando-nos a certeza de que, neste mundo para o qual ela nos trouxe, jamais nos abandonará, e que ela é a nossa maior aliada, em qualquer circunstância ou adversidade que a vida nos apresentar.

 

Foi escolhido um dia para rendermos nossa homenagem a você "Mãe",

Mas sabemos que o seu dia, são todos, pois o seu amor por nós, não mede dia, hora nem lugar Para nos ser ofertado.

Deixo aqui, a minha singela e sincera homenagem pelo dia de hoje.
Mas saiba que em meus pensamentos e em meu coração, eu a tenho a todo instante.




Blog EntryO Preço do Amor - Homenagem às mamãesMay 9, '08 5:56 PM
for everyone

O preço do Amor

Uma tarde, um menino se aproximou da mãe e lhe entregou uma folha de papel com algo escrito.

A mãe parou o que estava fazendo e leu:

“Por cortar a grama do jardim, três reais; por limpar meu quarto esta semana, um real,; por ir ao supermercado em seu lugar, dois reais; por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia as compras, dois reais; por tirar o lixo toda semana, um real; por ter um boletim com boas notas, cinco reais; por limpar e varrer o quintal, dois reais. Total da dívida dezesseis reais.”

A mãe olhou o menino, que guardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

“Por levar-te por nove meses em meu ventre e dar-te a vida, nada; pelos problemas e prantos que me causastes, nada; pelo medo e pelas preocupações que me esperam, nada; por comidas, roupas e brinquedos, nada; por limpar-te o nariz, nada. Custo total do meu amor nada.”

Quando o menino terminou de ler o que a mãe havia escrito, tinha os olhos cheios de lágrimas. Olhou nos olhos da mãe e disse:

- Eu te amo, mamãe!!

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:

- Totalmente pago.

 

Extraído do livro “Terapia da Paz” de Donizete Pinheiro.


Blog EntryJogo de Angola - Clara NunesMay 8, '08 2:34 PM
for everyone

O tempo em que o negro chegava fechado em gaiola,
Nasceu no Brasil,
Quilombo e quilombola,
E todo dia, negro fugia, juntando a corriola.

De estalo de açoite de ponta de faca,
E zunido de bala,
Negro voltava pra Angola,
No meio da senzala.

E ao som do tambor primitivo
Berimbau mharakê e viola,
Negro gritava “Abre ala”
Vai ter jogo de Angola.


Perna de briga,
Camara...
Perna de briga,
Olê...
Ferro de fura,
Camara...
Ferro de fura,
Olê...
Arma de atira,
Camara...
Arma de atira,
Olê... Olê...

Dança guerreira,
Corpo do negro é de mola,
Na capoeira...
Negro embola e disembola...
E a dança que era uma dança para o dono da terra,
Virou a principal defesa do negro na guerra,
Pelo que se chamou libertação,
E por toda força coragem, rebeldia,
Louvado será tudo dia,
Esse povo cantar e lembrar o Jogo de Angola,
Na escravidão do Brasil.

Perna de briga,
Camara...
Perna de briga,
Olê...
Ferro de fura,
Camara...
Ferro de fura,
Olê...
Arma de atira,
Camara...
Arma de atira,
Olê... Olê...

No tempo em que o negro chegava fechado em gaiola,
Nasceu no Brasil,
Quilombo e quilombola,
E todo dia, negro fugia, juntando a corriola.

De estalo de açoite de ponta de faca,
E zunido de bala,
Negro voltava pra Angola,
No meio da senzala.

E ao som do tambor primitivo
Berimbau mharakê e viola,
Negro gritava “Abre ala”
Vai ter jogo de Angola.

Perna de briga,
Camara...
Perna de briga,
Olê...
Ferro de fura,
Camara...
Ferro de fura,
Olê...
Arma de atira,
Camara...
Arma de atira,
Olê... Olê...


Blog EntryTirando a armadura para ouvirMay 5, '08 4:10 PM
for everyone
"Incentivado pelo progresso, o cavaleiro fez algo que nunca havia feito antes. Sentou-se tranqüilo e ouviu o silêncio. Ocorreu-lhe que, na maior parte de sua vida, nunca tinha realmente ouvido alguém ou alguma coisa" (O CAVALEIRO PRESO NA ARMADURA - ROBERTO FISHER - Ed. RECORD).


E assim está a maioria de nós: enclausurada em sua própria armadura, impossibilitada de ouvir os outros. Será que sem saber ouvir o seu próximo, você sabe se ouvir? Consegue ouvir sua voz interior, os comandos de seu corpo físico, sua intuição ditando o melhor caminho?
Um dos principais problemas do ser humano é não saber ouvir.
Já reparou que, quando você começa a contar um problema, a maioria o interrompe para dar soluções, que nem sempre se adequam ao caso? E o seu problema que é importante para você... fica no ar.

O que nos falta para que saibamos ouvir o outro, permitir que ele fale, sem interrupções? Paciência, empatia, atenção, compreensão e aceitação. Então, para saber ouvir, precisamos tirar nossa armadura da impaciência, porque nos escondemos dentro dela, exatamente para não usar nosso tempo com o que não nos interessa.
Precisamos tirar nossa armadura da falta de vontade de conhecer o outro, exercitando a empatia.
Precisamos tirar nossa armadura da desatenção, prestando atenção tanto em nós como naqueles e naquilo que nos rodeia.
Precisamos tirar nossa armadura da exclusão daqueles e daquilo que nos incomoda e só através da compreensão poderemos assim agir.
Precisamos tirar nossa armadura da inflexibilidade, aceitando as pessoas e as coisas como elas são, entendendo que não podemos mudá-las a nosso bel prazer.

Podemos escolher nos afastar de determinada pessoa, de determinada situação, mas não podemos mudá-las porque estamos incomodados.
Deus não faz isto conosco! Ele nos deixa agir livremente, usando o livre-arbítrio... muita pretensão a nossa em querer modificar o outro, não acham?
Toda vez que você exercita as virtudes que o ajudam a ouvir o outro, está tirando parte de sua armadura.
Não tenha medo de viver e ser feliz caminhando mais leve. Olhe ao seu redor e veja quantas pessoas andam, trabalham, estudam, amam, se relacionam com dificuldade... estão todas presas em pesadas armaduras!

Experimente ser mais leve, um ser humano melhor.

Quantas vezes você quis desabafar e não pôde? Teve medo da crítica do outro. Teve medo da incompreensão ou da deturpação. Teve medo da inaceitação do outro. E, principalmente: tentou e foi interrompido para que o outro falasse de si mesmo?

Foi difícil, não foi?

Então, para facilitar, só começando por si mesmo.
Hoje, retire as armaduras que o impedem de ouvir seu amigo, seu colega, seu vizinho, seu parente, um desconhecido.
Além de se sentir mais leve, estará se qualificando para dialogar com seu eu superior, numa relação intrapessoal riquíssima, que só pode elevar-lhe o espírito.

Será que é difícil mesmo?

Não. Você acabou de me "escutar"...


Por Merit Rabanés

Blog EntryThe Quest - Osho - Sobre OtimismoMay 5, '08 3:36 PM
for everyone


.... Você muitas vezes tem sede por alguma coisa, mas não tem muita esperança de que vá obter o que deseja. Você tem um desejo, mas não é otimista a esse respeito. Existe o desejo, mas com um sentimento de desesperança.

Se o primeiro passo for dado com otimismo, o último passo também terminará com otimismo. E isto também deve ser compreendido: se o primeiro passo for dado sem qualquer otimismo, então também o último terminará em desesperança. Se você quer que o último passo seja satisfatório e bem sucedido, então o primeiro passo deverá ser dado com otimismo.

... Eu lhe digo que estar aberto é muito importante nesta busca. Ser otimista significa você perceber que, se existe uma simples pessoa nesta terra que tenha compreendido a verdade, se existe uma simples pessoa na história da humanidade que tenha experienciado a felicidade e a paz divina, então não existe razão alguma para que você também não possa experienciar.

Não olhe para os milhões de pessoas cujas vidas estão cheias de escuridão, cujas esperanças nunca viram a luz do dia. Olhe para as pessoas na história que experienciaram a verdade. Não olhe para as sementes que não cresceram e não se tornaram árvores, que apodreceram e foram desperdiçadas.

Olhe para aquelas poucas que foram bem sucedidas e experienciaram o divino. E lembre-se: o que foi possível para aquelas poucas sementes é possível para todas as sementes. O que um homem pode experienciar, qualquer outro homem pode também experienciar.

.... Assim, ser otimista é uma necessidade básica. Carregue esta certeza com você de que se alguém experienciou a paz, se alguém experienciou a felicidade, então isto também é possível para você. Não se humilhe sendo pessimista. Ser pessimista é insultar a si mesmo. Isto significa que você não se vê como merecedor de experienciar a verdade. E eu lhe digo: você é merecedor e certamente irá alcançá-la.

... No mundo exterior é possível abordar alguma coisa com otimismo e não ser bem sucedido. Mas no mundo interior, o otimismo é um dispositivo muito útil. Quando você está cheio de otimismo, todas as células de seu corpo são preenchidas com otimismo, todos os poros de sua pele são preenchidos com otimismo, toda respiração é preenchida com otimismo, todo pensamento é realçado com otimismo, toda a sua energia vital pulsa com otimismo e a batida de seu coração espalha otimismo. Quando todo o seu Ser está preenchido com otimismo, isto cria um clima dentro de você no qual o sublime pode acontecer.

O pessimismo também cria uma personalidade, um caráter em que toda célula está chorando, está triste, está cansada, está em desespero, sem vida, como se estivesse vivendo apenas aparentemente, mas estivesse morto em espírito.

.... Eu gostaria de também dizer que, após muitos anos de experiência, eu cheguei à conclusão que a negatividade do homem pode ser tão forte que mesmo que ele comece a alcançar alguma coisa, é possível que ele não seja capaz de ver, devido à sua negatividade. (...)

Se você experienciar, ainda que seja o menor raio de silêncio, considere que você viu todo o sol, pois mesmo a menor experiência de luz irá ajudá-lo a alcançar o sol. Se eu estou sentado numa sala escura e vejo um fino raio de luz, existem duas maneiras de eu me relacionar com isto. Eu posso dizer, ‘O que é este pequeno raio de luz comparado com a profunda escuridão que me cerca? O que pode um pequeno raio de luz fazer? Existe muita escuridão por toda a minha volta.’

A outra maneira seria pensar, ‘Apesar de toda esta escuridão, existe pelo menos um raio de luz disponível para mim e se eu caminhar em direção a ele, eu poderei chegar até onde o sol está’. É por isto que estou lhe dizendo para não pensar a respeito da escuridão. Se existir pelo menos o mais lânguido e minúsculo raio de luz, concentre-se nele. Isto fará crescer uma visão positiva dentro de você. (...)


Blog EntryMensagem de EsperançaApr 14, '08 2:36 PM
for everyone


P.S.: Desconheço a autoria mas, a mensagem traz uma sabedoria e nos ensina.

Não há luz que não espante a treva
Não há sorriso que não ilumine um semblante
Não há riso que não sane o mau humor
Não há amor que não desfaça o ódio
Não há perdão que não traga a cura
Não há humildade que não rebaixe o orgulho
Não há simplicidade que não enrugue a vaidade
Não há beleza interior que não nuble a beleza externa
Não há persistência que não atinja um objetivo
Não há calma que não inferiorize a ira
Não há paciência que não dissolva a ansiedade
Não há coragem que não dissolva o medo
Não há serenidade que não desarme a agressão
Não há desprendimento que não ridicularize a avareza
Não há ambição bem dosada que não humilhe a ganância
Não há fé que não vença a rebelde.
Não há silêncio que não quebre a exaltação
Não há compreensão que não incomode o erro
Não há verdade que não derrube a mentira
Há olhos que observam os meus atos e também os teus:
Não há atos que não sejam vistos
nem há pensamentos que não cheguem a Deus !




Blog EntryO Amor como CaminhoApr 14, '08 2:29 PM
for everyone


Fico a cismar, sem conseguir entender... na minha vida vejo, claramente, que na raiz de qualquer problema, seja ele de que natureza for, reside a falta de amor! Amor sentimento, amor dedicação, amor respeito, amor perdão, amor cuidado, amor carinho, amor atenção, amor paciência... sempre Amor. E nós, filhos do Amor, vivendo alimentados pela energia amorosa que a tudo permeia, parece que negamos a nossa própria natureza, nos afastamos de nós mesmos, viramos as costas para a nossa essência e nos perdemos nos labirintos escuros e escusos da dor! Que pena, que desacerto, que mancada... Mas, por que fazemos isso? Nascemos para a felicidade, para a harmonia e para o equilíbrio. Para onde estamos teimando em ir e para que estamos escolhendo, livremente, este caminho tenebroso de precipícios e pântanos tão perigosos? Desgastando-nos, buscando silenciar a nossa Voz interior que grita: pare, volte, escolha, você pode!

Como se estivéssemos drogados de ilusões e mentiras, vamos em busca de resultados materiais que nada duram, que pouco valem e que não nos preenchem nada. Por que isso? De qual família de seres fazemos parte, por que nos desviamos tanto de nossa verdadeira meta, como humanidade? Pensem comigo e talvez, juntos, a gente consiga uma resposta razoável para isso.

A doença está aí. Que nos desequilibramos, está claro! E agora que enfim estamos começando a acordar, o que vamos fazer? Será que podemos conjugar o verbo Amar sempre, em nossas vidas, sem preocupação, sem vergonha, sem indecisão, sem colocar outras metas na frente dessa ação, sempre convictos de que só assim seremos realmente quem somos: seres divinos, amorosos, iluminados, equilibrados?

A convocação é esta: procuremos amar mais, melhor... quem somos, o que viemos fazer, o que fazemos no momento, as pessoas que encontramos, o olhar que nos olha, a mão que nos estende alguém, a voz que nos fala, o abraço que nos aconchega, o perdão que nos chega. A noite que nos faz descansar e o dia que nos permite trabalhar. A ocupação que nos abre a consciência, o irmão que nos acorda de nosso sonho egoísta e mentiroso.

Amar é viver, pois sem amor, não há vida! Comecemos a partir de agora e vamos amando o que chegar nos nossos caminhos. Perdoando, abençoando, tendo paciência, acalentando, auxiliando, respeitando, silenciando, alimentando... Seremos muito felizes já, agora, independentemente do que estiver nos acontecendo, pois já teremos escolhido o lado da estrada que queremos trilhar. Nada nos deterá! E a Lei nos diz - dando é que se recebe. Vale doar-se... não amanhã - AGORA!


por Maria Cristina


“Falta-me disciplina, e sem ela não consigo realizar meus projetos. É possível desenvolver disciplina ou ela é um traço da personalidade da pessoa?”


Por Eugênio Mussak

Jean Michel ainda não tinha completado 20 anos, era um soldado do Exército francês no inverno de 1796, e foi em plena campanha de conquista da Áustria que ele viveu um momento que mudou seu modo de ver a vida. Tinha atravessado a noite fazendo vigia em um dos flancos do acampamento e sentia que o cansaço de suas pernas só não era mais desesperador que seus pés congelados, e que o peso do fuzil parecia ter-se multiplicado durante a noite. Felizmente logo seria substituído, e foi exatamente nisso que Jean Michel pensou quando percebeu um movimento bem atrás de si. Virou-se esperando o soldado que o renderia, mas a pessoa que ele viu fez com que o frio de seus pés passasse para seu coração, instantaneamente.

Napoleão Bonaparte em pessoa caminhava sozinho em sua direção com passos firmes. E o general fez-lhe perguntas que ele poderia esperar de um sargento, ou no máximo de um capitão, jamais do comandante supremo do poderoso Exército francês que estava mudando a fisionomia da Europa. Ele, até então, não sabia que Napoleão se contentava com poucas horas de sono e que, muito cedo, costumava caminhar pelo acampamento, às vezes surpreendendo seus oficiais.

Mas foi no fim da visita do chefe que Jean Michel – que agora tremia de emoção mais que de frio –, teve um momento de coragem e atreveuse a dirigir a palavra a seu comandante supremo:

– Meu general, posso lhe fazer uma pergunta?

Napoleão, um pouco surpreso, assentiu com a cabeça.

– Desculpe minha insolência, mas tenho necessidade de saber uma coisa: que qualidade eu preciso desenvolver para me transformar em um grande general algum dia?

O comandante tardou um instante para assimilar a pergunta, depois sorriu levemente e então disse:

– Se você me pede para que eu indique apenas uma qualidade, aquela que poderá algum dia transformá-lo, não só em um grande general, mas em um grande homem, então eu vou lhe dizer, meu jovem. Você precisa desenvolver aquela a partir da qual todas as outras virtudes virão: você precisa ser disciplinado. Só assim você se valerá bem do tempo, nosso bem mais precioso. Quanto a mim, pode ser que, no futuro, eu perca uma batalha, mas jamais perderei um minuto.

Uma (boa) qualidade

Napoleão Bonaparte acabou sendo derrotado pela sua enorme ambição, mas seu legado de estrategista militar e de homem determinado ainda permanece no imaginário universal. A disciplina era uma de suas forças, e ele era o primeiro a admitir isso, além de procurar incutir essa qualidade em todos os que ele liderava. Acreditava, portanto, que disciplina é algo que se desenvolve.

Hoje, a psicologia dá razão ao corso. Na prática, disciplina é considerada uma qualidade de comportamento, portanto, algo que pode ser modificado a partir da decisão e da persistência firme de cada um de nós.

De acordo com o conceito clássico, disciplina é um regime de ordem. Em outras palavras, é um sistema onde os acontecimentos se processam como previamente determinado. Quando a disciplina está presente, aquilo que foi proposto será executado, não há dúvidas quanto a isso.

As famosas resoluções de ano novo, por exemplo, costumam frustrar seus idealizadores por dois motivos principais. O primeiro é que elas não são, de fato, colocadas na lista de prioridades. Ficam no campo das probabilidades, e aí, para serem realizadas, dependem de que não surjam, ao longo do ano que se inicia, outras necessidades com maior premência. Se “emagrecer” não for prioridade, “trabalhar” será. Como não podemos não trabalhar, a resolução de emagrecer fica em segundo plano, enquanto a pessoa não perceber que pode ter mais de uma prioridade, desde que saiba organizar seu tempo. E isso nos remete ao segundo grande motivo das frustrações.

O segundo motivo é a indisciplina. Essa é a grande mãe do fracasso. O medo é o pai. E o fracasso tem também uma madrinha: a ignorância, em seu sentido amplo. E um padrinho: o planejamento mal feito. Mas, acredite, a indisciplina é a causa mais cruel, pois não perdoa nunca. Coragem, conhecimento e planejamento são importantíssimos para o sucesso de uma empreitada, mas ficam impotentes sem a companhia da disciplina.

Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, insistia na disciplina como uma qualidade da alma; o poder que permite ao homem diferenciar-se dos animais, pois significa a vitória da razão, a única possibilidade de uma pessoa realizar seus sonhos. Sem a disciplina e a determinação, qualquer sonho não passará de devaneio. O filósofo dizia que a “virtude moral é resultado do hábito”. Somos o que repetidamente fazemos, forjamos o caráter nas atividades diárias, e estas construirão nosso destino.

Os dois caminhos

Mas cuidado. O regime de ordem citado acima pode ser de dois tipos: imposto ou livremente consentido. Se for imposto, só vai funcionar mediante controle permanente, como acontece com o professor que impõe disciplina na sala de aula e é temido pelos alunos; ou o pai que não admite desobediência de seus filhos, muito menos discussão sobre suas ordens e determinações. Tal pai conquista o respeito pela força, mas corre o risco de perder o amor de seus filhos. A disciplina imposta só funciona por curtos espaços de tempo e é útil em situações de crise, perigo, dificuldade ou urgência. Não serve para tarefas em longo prazo, como é o caso dos projetos pessoais de vida.

Já o regime de ordem que é livremente consentido tem outra força, outro poder. Sustenta-se no tempo e não depende de controle, no máximo de um reforço. Resoluções pessoais só podem funcionar assim. O que você decide para sua vida não pode depender de outro, pois a decisão foi sua, e não do outro. A participação de outros na execução de suas resoluções pode, isso sim, funcionar como uma parceria, e as parcerias são boas porque catalisam os processos. Encontrar um companheiro para praticar esporte, ou solicitar à sua mulher que lhe pergunte, de tempos em tempos, como está indo aquele projeto, são reforços estratégicos muito úteis. Mas o controle continua sendo seu, pois nada lhe foi imposto no sonho – nem está sendo agora, na execução.

Você decide, e deve fazê-lo por livre consenso estabelecido entre seus sonhos e suas potencialidades. Tudo aconteceu dentro de sua cabeça, sem imposição, mando ou determinação de quem quer que seja. Quando é você que decide, está exercendo seu livre-arbítrio. Quando realiza com disciplina, está fazendo valer sua vontade. O disciplinado sem livre-arbítrio é um escravo competente. Um livre-pensador indisciplinado é um boêmio inconseqüente.

Aliados e inimigos

A disciplina, é necessário reconhecer, tem lá seus inimigos. Vejo dois: a indolência e a dúvida. A indolência é o diabinho que sussurra em nosso ouvido coisas como: “Deixa para depois!”; “Fique mais um pouquinho na cama, o que é que há de mal nisso?”; “Não se preocupe, se você ficar bem quietinho, a vontade de trabalhar passa!”; “Ninguém faz, por que logo você deveria fazer?” E por aí vai. O repertório de convencimento do capetinha da indolência é quase infinito. Cuidado com ele!

Quanto à dúvida, bem, essa tem causas mais profundas, pertence ao misterioso mundo do autoconhecimento. Cuidado, pois resoluções pessoais não podem dar espaço para as dúvidas. Se você pretende plantar um jardim, não pode duvidar de seu apreço pelas flores. Se uma resolução é fraca, será dominada pela dúvida, e esta vem acompanhada da acomodação, do desânimo e da desesperança. Eta turminha da pesada! Mas não se esqueça de que esses três só entram na festa se forem convidados pela dúvida. Portanto, não crie, em sua cabeça, projetos em que você não acredita, objetivos definidos por outros, sonhos mal sonhados. Todos eles abrem espaço para a dúvida, e esta arruma a cama da indisciplina, em que ela dormirá o sono letárgico de uma vida sem sentido.

A idéia da disciplina carrega consigo um arsenal de meios que poderiam ser entendidos como outras resoluções. Mas não, elas são um só conjunto, uma só decisão, compartimentada, mas única. E a noção da disciplina é a mais abrangente – a ave sob cujas asas se acomodam os componentes da esperança com base, do sonho com certeza, do amor compartilhado.

Em latim, disciplina significa ensino, por isso usamos essa palavra também para designar áreas do conhecimento. Matemática, história, biologia são exemplos de disciplinas escolares. Há, portanto, uma conexão entre a disciplina e o aprendizado. Aliás, a palavra disciplina tem a mesma origem da palavra discípulo. O mestre disciplina um jovem para que ele aprenda, se desenvolva, torne-se autônomo e produtivo. O jovem que o mestre disciplina é, portanto, seu discípulo.

No sentido pessoal, a disciplina aumenta nossa capacidade de aprender e, a partir disso, realizar. Quem se disciplina torna-se, ao mesmo tempo, mestre e discípulo. Aprendem, produzem, criam, alcançam os resultados com que sonham. E, o mais importante, são mais livres. A disciplina não aprisiona, liberta você da pressão externa e do sofrimento que vem dos sonhos não realizados, das frustrações autoprovocadas, da miséria da desesperança. Aliás, Renato Russo nos disse que “disciplina é liberdade”. Pois é. Do filósofo grego ao imperador francês, encontramos a idéia de que uma mente livre é uma mente disciplinada. Porque as pessoas disciplinadas são mestras de si mesmas.

Eugenio Mussak é educador e escritor. 




Blog EntryILUMINARApr 8, '08 1:07 PM
for everyone

 

Iluminar... Iluminar... A vida

Iluminar a alma do próximo...Iluminai...

Iluminar com a intensidade do sol...

Um novo dia

Iluminai com todas as cores do arco-íris a escuridão da noite

Iluminai como o puro amor horizontal...

Iluminai com um sorriso alegre

Iluminai sempre... Iluminai...

Iluminai sem interesse de salvar o ser do homem

Iluminar para conscientizá-lo apenas...

Assim iluminando, me ilumino...

Com a luz do amor

Iluminando um por um, até que todos sejam iluminados um dia...

  Iluminados podendo assim amar eternamente

Pois o amor só acontece no claro do ser iluminado.


Por Saulo Guidis

 


Blog EntryVAIDADE - Hebert VianaMar 19, '08 6:31 PM
for everyone

Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
Pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal  tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a  que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem,imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais  importa.
Não importam os sentimentos, não importa a  cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda,  nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem  mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber  nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.  "Cuide bem do seu amor, seja ele quem for "

Herbert Vianna

Blog EntryOnde estamosMar 17, '08 12:24 PM
for everyone

Perguntar “onde você está” é tão importante quanto perguntar “quem você é”. É bom aproveitar essa distinção própria da língua portuguesa e rara em outras línguas para filosofar sobre o espaço. A resposta pode ser a mais simples e direta: estou “aqui”. Porém, dizer “aqui” impressiona por causa de seu caráter abstrato.

Ninguém consegue explicar direito o que é “aqui” sem descrever como é o “aqui”, e o que tem à sua volta. Explicar o que é o “lá” ou o “aí” onde o outro se encontra só é possível a partir das notícias do que pode estar acontecendo. O aqui ou aí é sempre um lugar construído. Depende do que encontramos nele para explicá-lo. Depende da interpretação de cada um. Ou seja, da capacidade de revelar uma experiência. A experiência, porém, depende da capacidade de contar o que se viu, se ouviu ou se pensou. O lugar enquanto tal não existe. Precisamos do nosso imaginário para construí-lo. Isso explica por que nossas casas, nossa cidade e nosso país são tão importantes para nós. Mas nem sempre. Podemos ser totalmente desatentos ao lugar onde vivemos.

A arquitetura é a arte do lugar. Surgiu para elaborar a experiência que temos com o espaço. Não é apenas a construção dos prédios, a escolha de sua estética, do estilo das casas e das cidades que mudam com o tempo. Não é apenas design, elaboração da aparência, mas a arte que nos mostra o que significa habitar um lugar.

Vivemos em tempos em que cada metro quadrado vale muito, em que as distâncias entre trabalho e casa tornam-se problema cotidiano. Só a arte pode nos ajudar a entender onde vivemos e por que vivemos como vivemos.

A caverna de Platão

Por isso, a alegoria da caverna de Platão, sobre a qual trata o livro 7 de uma das mais importantes obras desse filósofo, a República, é ainda relevante hoje. Muitos conhecem o texto como uma interpretação da lucidez dos filósofos contra a ignorância dos que não pensam e permanecem a crer nas sombras dentro da caverna. Essa é uma interpretação correta, mas podemos ir além. A caverna da alegoria é uma habitação. As pessoas vivem ali cegas do que se passa ao seu redor. Não têm experiência do que vivem e por isso podemos dizer que não habitam. Olham as sombras projetadas no fundo da caverna como se fossem as coisas reais. Para elas tanto faz o que acontece.

Quando Platão desenvolve essa narrativa, seu interesse é dizer que as idéias, não as coisas, é que são verdadeiras; que há algo mais verdadeiro além do mundo que a visão alcança. Hoje em dia podemos resumir a idéia de Platão à desatenção que temos pelo mundo que nos cerca.

Pensar e morar

Platão escreveu a República pensando numa utopia, na organização perfeita de uma cidade. A casa estava dentro dela e não deveria ser uma caverna. As pessoas teriam de ter paciência para sair dela.

Hoje, porém, a caverna, que para Platão era uma metáfora, tornou-se também real. Sair da caverna hoje significa enfrentar a verdade da rua. Perceber o quanto nossa casa, nosso modo de morar é o resultado do que nos oferece a sociedade. Nossa casa é o resultado da vida comum, do que entendemos que é a rua hoje. Apartamentos pequenos com cômodos onde apenas um pode entrar, muros altos, grades protetoras. Um dos aspectos mais significativos é o tamanho minúsculo das janelas dos apartamentos em prédios novos. Grandes vidraças ou sacadas são um luxo em um tempo em que ver a rua, a cidade com suas luzes e sombras, se tornou acessível a poucos. Ver é um luxo. Como posso entrar em casa e perceber que o mundo que está lá fora também me pertence? Que o que está fora de casa faz parte de minha casa, se sempre aparece separado do que eu vivo? Onde está a arquitetura que deveria nos ajudar a habitar o lugar onde vivemos?

Minha casa

Espaço é um luxo tão grande quanto o tempo. O espaço é a dimensão do corpo e da relação entre os corpos que nos permite ter sensação de aproximação e distância. A distância é o lugar onde não podemos habitar. É a rigor um não-lugar? Nosso mundo está cheio dela. Por isso, vivemos sem lugar e encontrar um traz a sensação de completude.

Todos os seres, animais e humanos, precisam de abrigo, esconderijo, descanso, conforto. Uma casa significa tudo isso. Mas podemos morar nela sem habitá-la. É o que acontece conosco quando desistimos de pensar no Universo, no planeta Terra, no continente, no país, na sociedade, na cidade, no bairro, na comunidade. Nosso lar é onde aprendemos o que é habitar. Nele a aproximação deve estar acima da distância.

Nossa casa mais próxima, a das quatro paredes ao nosso redor, pode se tornar uma caverna como a de Platão. Lugar onde nos escondemos e aos nossos tesouros, lugar sem relação com o mundo fora dele. A caverna é uma crença que deveríamos tentar desmistificar quando a tendência é que as casas se transformem em cavernas. Que a distância supere a aproximação. Nosso mundo será bárbaro se isso acontecer. Hoje, enquanto o espaço diminui, a distância entre nós aumenta. Saber da distância é o único jeito de ser maior do que ela.

Marcia Tiburi é filósofa, escritora e artista plástica. Integra o programa Saia Justa, do canal de TV a cabo GNT.filosofia@abril.com.br


Blog EntryCaminhos da liberdade...Mar 17, '08 12:17 PM
for everyone

Como reconhecer o que ainda nos amarra?
E o que é realmente ser livre? Algumas das respostas para essas perguntas fundamentais em nossa vida podem estar por aqui

por Liane Alves

Dizem que o diabo andava passeando com um amigo quando viu um homem à sua frente abaixar-se para apanhar algo brilhante que faiscava em seu caminho. O homem pôs aquela estrela luminosa em suas mãos, admirou-a por um bom tempo e a colocou junto ao peito. O amigo do diabo, curiosíssimo, cochichou baixinho no ouvido de Satanás: Nossa!!! O que é que é aquilo!?! Que coisa mais linda e brilhante aquele sujeito pegou do chão! O diabo, experiente, respondeu: Aquele homem acabou de encontrar a liberdade ao colocar a luz da verdade em seu coração... Então o amigo do diabo exclamou: Xiiii, mas isso deve ser um péssimo negócio para você! Como vai poder obscurecer a verdade e aprisionar novamente o homem às suas intenções?!? O diabo arqueou as sobrancelhas, deu um sorriso malicioso e disse: Fácil. É só organizá-la em crenças, sistemas e instituições...

Quem gostava de contar essa historinha foi um dos homens mais livres que a humanidade talvez já tenha conhecido: o escritor e líder espiritual indiano Jiddhu Krishnamurti (1895-1986). Krishnamurti, como tantos outros que encontram o brilho da verdade e se tornam realmente livres, pode nos ajudar a enxergar nossos grilhões e nos ensinar como abandonar o peso de muitas correntes que atrapalham nossa caminhada. Os caminhos são muitos. Com liberdade, você pode escolhê-lhos entre as mais variadas opções.

'Você terá agora a liberdade de escolher a maneira como quer ler este texto. Se desejar saber qual o significado da metáfora do camelo, do leão e da criança, vá em frente. Se quiser participar de uma reunião no Deux Magots, o café dos existencialistas em Paris, para saber o que Sartre achava da liberdade, pule três blocos de texto. Se desejar ler este artigo de trás pra frente, vá até o fim e leia os blocos de texto na ordem inversa.'

Camelo, leão e criança

Uma metáfora, com suas imagens, é muito mais forte que mil palavras, especialmente quando ela retrata nossa própria condição. Uma das metáforas mais poderosas sobre a condição humana e sua relação com a liberdade é a do camelo, do leão e da criança. Ela foi empregada pelo filósofo alemão Fiedrich Nietzsche no século 19 e até hoje é utilizada para demonstrar as diferentes metamorfoses da consciência e nossa possibilidade de sermos livres. Diz ele que o homem, ao nascer, é como o camelo. É obrigado a comer, assimilar e armazenar, por um bom tempo, grande parte dos dados, histórias e ensinamentos acumulados pela humanidade ao longo de séculos. Essas informações chegam a ele por meio das orientações dos pais, professores e mestres, da convivência com seus iguais ou também por toda a produção cultural existente na sociedade: livros, filmes, arte, teatro, arquitetura, todo tipo de mídia... Ele vai ruminar, ruminar e ruminar essa quantidade enorme de dados até construir seu sistema de valores e crenças que, na maioria das vezes, já está alinhado com valores e crenças organizadas e pré-existentes sejam elas religiões, sejam elas sistemas políticos, filosofias ou doutrinas.

A maior parte da humanidade, diz Nietzsche, vive no estado de camelo. Só assimilando, aceitando, deglutindo. Ou, pior, se estapeando por causa do conteúdo engolido, isto é, por causa de suas crenças, ideologias ou religiões. Os homens-camelos não têm potencial crítico para se afastar da própria crença, analisá-la de forma isenta e descobrir seus pontos falhos ou ângulos distorcidos. Principalmente porque ela está baseada na emoção, não na razão. Por isso, para eles, de alguma forma parece impensável e sacrílego fazer essa avaliação.

Uns poucos entre os camelos chegam ao estado de leão. Normalmente, os grandes felinos se insurgem contra isso tudo que está aí, como se dizia na década de 70. Pode ser por meio da arte, como Picasso, que subverteu os cânones dos critérios artísticos aceitos até sua época (não sem antes dominálos muito bem, por sinal). Pode ser por meio do cinema, como Ingmar Bergman, que trouxe a conflituosa realidade psicológica do ser humano para seus filmes inovadores. Ou pode ser por meio da religião. Francisco de Assis, por exemplo, foi um extraordinário leão de seu tempo.

Leões são geralmente líderes e, por isso, têm enorme influência junto aos camelos. Por isso mesmo, muitas vezes são feitos em pedacinhos por eles ou, então, por outros leões na defesa de seu território. O problema do leão é que, na maioria dos casos, ele ainda está preso ao que ele é contra. Pode dedicar sua vida e até morrer por seu ideal. Como diz o mestre espiritual Osho, que comentou a teoria de Nietzsche no livro 'Liberdade, a Coragem de Ser Você Mesmo', a grande maioria da humanidade está empacada no estado do camelo; a minoria está empacada no estágio do leão. A maioria significa as massas; a minoria, a 'intelligentsia' (pintores, músicos, cineastas, intelectuais, escritores, uma boa parte dos pensadores...). O leão, continua Osho, evolui das massas e se faz por si mesmo. Ele é basicamente mental e egóico. Já para se formar a criança é preciso uma formidável revolução interior. A criança é a pessoa que passou por uma transformação interna absolutamente radical. Ela tornou-se um outro ser, renasceu. É pós-mental e pós-egóica. O camelo vive no passado, o leão no futuro e criança no aqui-e-agora.
Ela é a única realmente livre.

'Se você quer saber como se tornar uma criança, leia o próximo parágrafo. Mas, se quer entender como a análise pode ajudá-lo a conhecer mais de perto seu projeto de liberdade, pule dois blocos de texto e vá direto a outro trecho deste artigo. E, para entender o que o surfe, o swing e a liberdade têm em comum, pule o próximo bloco e encontre as idéias de um dos mais famosos pensadores franceses.'

De lagarta a borboleta

Um dos mais precisos retratos da condição humana foi traçado pelo pensador Jiddhu Krishnamurti. Dizia ele que nós, seres humanos, somos os mesmos que éramos há milhares de anos ávidos, invejosos, agressivos, ciumentos, ansiosos e desesperados, com ocasionais lampejos de alegria e afeição. Somos uma estranha mistura de ódio, medo e ternura; somos ao mesmo tempo violência e paz, repetia o mestre em suas palestras. Afirmava que, embora os tempos modernos tivessem trazido mais conforto, segurança e tecnologia, psicologicamente continuávamos os mesmos. E as estruturas sociais também, já que elas são o resultado direto de nossa condição interior. Todas as formas exteriores de mudanças, produzidas pelas guerras, revoluções, reformas, pelas leis e ideologias, falharam completamente, pois não mudaram a natureza básica do homem e, portanto, da sociedade, disse ele em sua crueza cristalina.

Então a pergunta que Krishnamurti faz é: o que podemos fazer para promover em nossa própria essência uma revolução total, uma mutação psicológica radical, para não sermos mais brutais, violentos, competidores, ansiosos, ávidos, invejosos, e para que brote definitivamente a fonte inesgotável do amor e da afeição em nós? Isto é, o que podemos fazer para voltarmos a ser livres como uma criança? Sua resposta para essa pergunta é muito estranha: olhar, observar. Prestar atenção verdadeiramente, realmente, em tudo o que está dentro e fora de nós. Ver as correntes que nos prendem, observar os grilhões a que estamos atados, as mentiras, os sonhos, as fantasias. Um encontro cara a cara com a verdade, cada dia mais profundo. E quando aprendermos a olhar de maneira tão sincera e real, disse Krishnamurti, tudo se esclarecerá. As correntes começarão a se desfazer, a visão estará mais límpida e desimpedida. Isso pode ser doloroso.

A primeira coisa que se torna evidente depois de olhar e observar é que sequer conseguimos seguir o sistema, religião ou ideologia que defendemos com tanto ardor. Você tem suas inclinações, tendências e pressões peculiares, que colidem com o sistema que julga seguir portanto, existe uma contradição básica. Você tem assim uma vida dupla, entre a ideologia do sistema e a realidade de sua vida diária, diz ele. No esforço para se ajustar à ideologia (ou religião, ou doutrina), você recalca a si mesmo, seu ser verdadeiro. Sua essência é massacrada por um milhão de vozes: de sua personalidade, da sociedade, de sua própria consciência fragmentada. No entanto, o que é realmente verdadeiro não é a ideologia, mas aquilo que você é.

Krishnamurti acreditava que, ao se livrar do enorme peso das tradições, religiões e ideologias e do seu próprio passado, o indivíduo ganhava uma carga extraordinária de energia e vitalidade. Criava então condições internas e força suficientes para ser livre. A própria energia disponível tornava-se o combustível da mutação necessária para a transformação.

O que Krishnamurti revela é algo fresco, novo, diferente. Nesse sentido, ele nos propõe sermos como uma criança, uma borboleta que se transformou radicalmente ao abandonar o estágio de larva e lagarta. Essa criança pode viver tranqüilamente no mundo, e não vai querer apenas queimar bandeiras como um leão revoltado. Está no mundo, mas não pertence mais a ele, como disse Cristo em seus Evangelhos. É criativa, leve, solta. E feliz. Nada mais a sufoca. Embora o pensador indiano não acreditasse no potencial transformador das religiões, pode-se dizer que alguém, ao viver o âmago de um ensinamento espiritual, como Buda ou Jesus, também conquista essa mesma liberdade e pureza. Mas será que nós, pobres mortais, também a atingimos?

'Continue em frente e veja como a alegria e a vibração estão relacionadas a nossa possibilidade de sermos livres. Ou dê um pulo três blocos de texto adiante para conhecer o que mais nos atrela à escravidão, nas belas palavras do poeta indiano Rabindranath Tagore.'

Erva e água clara

Com essa expressão tão viva, que nos faz sair da abstração do mundo das idéias para reencontrá-las na natureza, o pensador francês Gilles Deleuze nos conduz ao mundo vibrante onde está inserida a liberdade. Ser livre, para ele, é seguir a vibração pulsante do nosso coração. Como um surfista atrás daquela onda perfeita, um aplicado músico de jazz que busca o swing, devemos estar atentos ao que nos torna vibrantes, brilhantes e vivos. Cada um tem seu feixe de energias, cada um vibra e ressoa à sua maneira, seja com um pouco de erva e água clara, seja com palavras e pensamentos, seja com uma tarde de verão e um sorvete ou com um ensaio de órgão numa igreja vazia. Não perder de vista o que nos deixa vivos é uma bela placa rumo à liberdade de ser. Porque, quando nos sentimos energéticos e brilhantes por dentro, manifestamos o que é mais real em nós.

Nesse sentido, Deleuze se aproxima muito do próprio significado original do termo liberdade. A palavra 'prya', em sânscrito, que significa aquilo que se ama e que dá prazer e alegria, deu origem à palavra 'free' (livre), em inglês. 'Prya' é muito mais do que se libertar de alguma coisa, como quer o termo latino. 'Prya' é, simplesmente, ser feliz!

Mais uma vez, e nessa mesma direção, o mestre Osho nos ajuda. A liberdade tem dois aspectos: a liberdade de e a liberdade para. Ser livre dos pais, da igreja, da empresa, de prisões consentidas não significa muita coisa. É uma liberdade negativa. A pergunta é: ser livre para quê? Ser livre para ser, para criar, para se expressar, isso é o que importa. As pessoas criativas são belas, felizes, plenas, e vivenciam a vida ao máximo, diz ele.

Quando se é livre, sua ação é exatamente a extensão de seu próprio ser. Até atingir a liberdade há escolhas: direita, esquerda, certo, errado, bom, ruim. Depois não, ser e viver passam a ser uma coisa só, diz o surfista quase zen Hélio Aguiar Fernandes do alto dos seus 24 anos. De maneira simples, ele repete o que mestres e sábios já disseram. A verdadeira liberdade é ser você mesmo. Não significa apenas fazer o que se quer ou, pior, ficar indeciso entre escolhas. Se depois de tomada uma decisão a gente ficar preocupado se teve a atitude certa, se era melhor de um outro jeito, ou se nos esvaímos em culpas, não se é livre. A liberdade é algo que chega naturalmente e se instala, acompanhando a evolução da consciência, afirma a jornalista Luzia Pimentel.

Portanto, liberdade é única e exclusivamente ser do jeito que você é, deixar seu ser verdadeiro transbordar dentro de si e permitir que ele dirija suas ações. E não se há de ter medo de uma liberdade assim. Um ser livre não prejudica ninguém porque tem noção da interdependência de todos os seres. Ele está conectado a tudo e a todos. É o que dizem pensadores como Fritjof Capra, autor de livros como 'Teia da Vida' e 'Conexões Ocultas'. Nesse nível de consciência, a liberdade considera o outro, não é antiética ou irresponsável. Não existe agir ou não agir corretamente quando existe liberdade. Você é livre, e, desse centro livre, age. Portanto, não existe medo, e a mente sem medo é capaz de infinito amor, diz Krishnamurti com um golpe de mestre. Só pode amar verdadeiramente quem é livre.

'Se você quiser conhecer agora o que acontece numa clínica existencialista com pacientes à procura da liberdade, continue. Se desejar ir para o último bloco de texto e saber se um dia podemos ser realmente livres, pule esta parte e leia o último trecho do texto.'

Café no Deux Magots

Talvez ninguém tenha falado tanto e tão profundamente sobre a liberdade no século 20 quanto o filósofo francês Jean-Paul Sartre. Para os existencialistas franceses, que costumavam se reunir no pós-guerra em cafés parisienses como o 'Flore' e o 'Deux Magots', a liberdade era a condenação do ser humano. Sua múltipla possibilidade de escolhas o colocava numa situação sem escapatória, sem saída. Para Sartre, o homem era condenado a escolher, sempre e sempre, pois ele é a própria essência da liberdade. Ou seja, o ser humano é ser humano por ser, em si mesmo, um projeto de liberdade. Ele é a expressão do desejo de ser ser livre, ser um ser. Cada homem ou mulher é uma liberdade vivendo segundo um projeto original de ser e de escolher, diz o psicólogo e psicoterapeuta corporal Levi Leonel de Souza, que usa o ponto de vista existencialista na psicanálise. O paciente de uma clínica existencial se descobre como um ser que deseja a liberdade. Nesse processo terapêutico, floresce seu projeto original particular, que é seu modo especial de exercer sua humanidade, sua liberdade, diz.

É um desafio e tanto: nos descobrirmos como seres que anseiam pela liberdade, e da liberdade vivenciada de uma determinada maneira, que é particular a cada um. Para conhecer esse ponto fundamental de uma existência, vale qualquer esforço.

'Se você quiser conhecer a frase que fica nos pés da Estátua da Liberdade, vá em frente. Se quiser parar para reler algum trecho do texto antes de terminá-lo, faça isso sem pressa, sem afobação.'

Amados grilhões

Como você realmente gostaria de ser lembrado na vida? O poeta indiano Rabindranath Tagore tinha certeza de que gostaria de ser reverenciado como um homem livre, que viveu ao máximo seu próprio ser. Eu só tenho um desejo que se lembrem de mim como um cantor de orações, como um dançarino, como um poeta que ofereceu todo seu potencial, todas as flores do seu ser para a divindade desconhecida da existência, dizia ele. Porém, também foi Tagore quem escreveu que desejava a liberdade mas que também amava tudo aquilo que o acorrentava na vida, que ele chamou de meu manto de poeira e morte. Odeio-o, mas o abraço com amor, reconheceu humildemente o poeta. Tagore era como qualquer um de nós: querendo ser livre mas ainda assim amando e desejando aquilo que o agrilhoava. Mas a própria liberdade parece não se importar muito com nossas correntes e o estranho (mas perfeitamente compreensível) amor que dedicamos a elas. O belo e famoso soneto da poeta americana Emma Lazarus, Novo Colosso, aos pés da Estátua da Liberdade, em Nova York, dá as boas-vindas aos fracos, miseráveis e desesperados como nós, que desejam ser livres. O poema foi dedicado aos milhões de imigrantes que chegavam aos Estados Unidos entre o fim do século 19 e o início do século 20, gente que ansiava por liberdade política, religiosa, econômica. Para eles, a deusa oferece, generosamente, a luz brilhante de sua tocha.



Paixão X Amor...

A relação amorosa entre o homem e a mulher frequentemente nasce e se solidifica a partir de uma paixão mútua. Porém somente o amor dá continuidade àquilo que nasce como paixão. Essa transição da paixão ao amor, que uma relação tem de percorrer para ser bem-sucedida, é difícil e delicada. Paixão e amor são bastante distintos, embora próximos e frequentemente confundidos.

A paixão se caracteriza por sua intensa carga emocional, por sua natureza sexual e, principalmente, por ser temporária. O amor tem uma natureza permanente, implica crescimento espiritual e desenvolvimento pessoal - quem não sente amor por si mesmo não tem condições de amar verdadeiramente outra pessoa - e requer um ato de vontade, pois sua realização depende de empenho. Não existe amor se não há o esforço na realização dos gestos amorosos.

Distinguimos o desejar do querer  pelo fato de que este último é suficientemente forte para se transformar em ação, enquanto o desejo fica limitado a uma expectativa. Assim, também podemos distinguir o falso do verdadeiro amor pela presença de atos de amor substituindo meros discursos sem conseqüência. O falso amor deseja, o verdadeiro quer. Pode-se dizer que o amor só é verdadeiro quando se apresenta sob a forma de exercício de vontade. Ele se concretiza na realização de uma escolha e quando escolhemos amar estamos optando agir amorosamente e sair do terreno das boas intenções não concretizadas, aquelas das quais o inferno está repleto.

Para a pessoa apaixonada, a paixão confunde-se com o amor, pois o sentimento de bem querer é intenso. Todavia, o amor, embora menos emocionado, é mais sólido, firme, disposto a sacrifícios e, por tudo isso, mais duradouro. Paixão não é uma questão de opção, não consiste num ato de vontade tal como o amor. A paixão nos acomete como uma febre e independe de nossa escolha. Felizmente, apesar de não podermos criar uma paixão que não exista, podemos nos recusar  a levar adiante uma paixão que nossa razão julgue inaceitável. Este é um gesto de amor por nós mesmos.

Transitar da paixão para o amor significa submetê-la ao exame da razão e constatar que o objeto e o empenho que o amor nos cobra; e, para tal, dois requisitos tornam-se necessários: que a pessoa que amamos retribua o nosso amor e que seja por nós admirada. Este é o alicerce básico para uma relação sólida e estável.

A passagem do tempo, que deixa marcas insanáveis na paixão, concorre para que o amor se solidifique. É exatamente na luta para a preservação da relação amorosa, do desgaste do tempo e dos incidentes que inevitavelmente ocorrem que o amor se fortalece e ganha nossa confiança. Esta é uma qualidade fundamental: a confiança. Seguros não podemos ser, pois catástrofes sempre acontecem, mas confiar em nós mesmos e em nosso parceiro é possível, desde que a experiência da convivência venha nos mostrando ser tal confiança razoável, em função da forma como conseguimos superar as dificuldades passadas. Esta memória serve para robustecer a convicção de que o casal que formamos tem suficiente vontade e maturidade para superar as dificuldades que sempre vão aparecer ao longo dos anos. A paixão não segura a relação, pois, sendo uma emoção, facilmente se converte em outra, igualmente poderosa, mas de sentido oposto: o ódio. Na verdade, amar é tão importante que não pode estar sujeito às oscilações e aos caprichos das emoções.

Vale considerar algumas das armadilhas que costumam ameaçar a continuidade de uma relação amorosa. Uma delas consiste no desejo de atender a todas as necessidades do parceiro, não deixando espaço para a individualidade e a privacidade de cada um. Trata-se apenas de uma forma disfarçada de ciúme e revela a dificuldade de aceitar nossa limitação quanto à possibilidade de preencher totalmente a vida afetiva do outro.

Outro perigo reside no sentimento de dependência que se estabelece um para o outro. Para que o amor possa sobreviver e florescer, é fundamental que cada um dos envolvidos na relação possa perfeitamante sobreviver na ausência do outro. Só assim o casal pode ter a certeza de que está unido pela vontade de conviver e não pela incapacidade de cada um de cuidar sozinho da própria vida.

 

    Po Luiz Alberto Py, médico Psicanalista.

 Obrigada Lusi pelo texto.


Blog EntryViver em oraçãoMar 12, '08 11:40 AM
for everyone


Para além dos problemas, dos questionamentos que nos fazem fervilhar a mente - a busca de uma saída, de uma explicação, o aparecimento de muitas formas de resolver a situação - existe um espaço na consciência, sem som e sem cor, muito tranquilo, que não se abala com toda essa convulsão existencial... Lá nos encontramos com o nosso nível espiritual, com Deus! A excitação mental torna um pouco difícil esse contato, mas se tivermos um desejo verdadeiro de que isso realmente aconteça, conseguiremos nos sentir lá! Que bálsamo, que bom! Percebemos uma presença tranquila e serena, que não está vindo de fora, mas está conosco, fazendo parte de nós. Profunda, visceral, inesquecível!

A imagem que me vem pra representar tudo isso é a de que, embora vivamos a maior parte do tempo nadando na superfície do mar, sujeito às chuvas, sol escaldante, ventos fracos ou fortes podemos - se quisermos - mergulhar, penetrando mais e mais profundamente... aquietando-nos, relaxando, entregando-nos, mansamente, mas deliberadamente. E o caminho é por si só liberador... já não nos agitamos ou sofremos com os porques, para ques, mas simplesmente Somos.

Este é um estado verdadeiro de oração. Não preciso falar, não preciso dizer o que desejo, quais as minhas angústias, questionamentos, sofrimentos, pois já não os sinto... Apenas Sou. E este nível de vibração me preenche, me cura, elimina minhas dores e me ilumina mais um pouco, deixando muito claro pra mim que de nada adianta eu me debater na superfície deste mar imenso. Preciso acreditar, finalmente, que sou parte deste mar e me integrando nele, aceitar o que me acontece, procurando me manter em contato com Deus, esta energia primordial, o maior tempo do meu viver... e tudo o que me acontecer, saberei resolver.

Esta certeza me vem deste contato interior. Nada é mais importante do que ele, acabo descobrindo... e me transfiro, a partir daí, o mais possível, da superfície para as águas profundas do meu próprio Ser. Não que a realidade não seja importante pra mim, não é isso. Apenas aprendo, cada vez mais, que com a pequena luz que tenho, muito pouco posso compreender e fico constantemente sem saber o que fazer. Quando me interiorizo saio da dor e do sofrimento, da culpa e do questionamento; Ele vem e me abraça, me preenche e me apazigua as emoções... percebo que tudo vai passar... que não adianta eu me desgastar... que confiando saberei o que fazer e, portanto, para que vivo a sofrer?

É esse um estado constante de oração. Viver neste mundo, sem ser dele, como nos ensinou o Cristo, há tanto tempo...


por Maria Cristina


Blog EntryComo satisfazer uma mulherMar 12, '08 11:34 AM
for everyone

Achei a iniciativa muito boa, rs...


01. Acaricie

02. Massageie

03. Cante

04. Suporte

05. Alimente

06. Dê banho

07. Ria

08. Sorria

09. Estimule

10. Console

11. Abrace

12. Excite

13. Pacifique

14. Proteja

15. Seduza

16. Ligue

17. Corresponda

18. Antecipe

19. Perdoe

20. Sacrifique-se

21. Assessore

22. Mostre-se igual

23. Fascine

24. Respeite

25. Encante

26. Eleve

27. Defenda-a

28. Faça planos

29. Enfatize

30. Faça serenata

31. Agrade

32. Mime

33. Nine-a

34. Se banhe

35. Se perfume

36. Se barbeie para ela

37. Elogie

38. Faça uma surpresa

39. Acredite

40. Santifique-se

41. Ajude

42. Reconheça

43. Seja gentil e educado

44. Atualize-se

45. Aceite

46. Presenteie

47. Peça

48. Escute

49. Entenda

50. Leve a qualquer lugar bonito

51. Acalme

52. Mate por ela

53. Morra por ela

54. Sonhe com ela

55. Prometa

56. Se entregue

57. Se comprometa

58. Alivie

59. Sirva

60. Salve

61. Prove

62. Agradeça

63. Dance

64. Olhe nos olhos

65. Escove

66. Seque

67. Dobre

68. Lave

69. Passe

70. Guarde

71. Cozinhe

72. Idolatre

73. Ajoelhe-se

74. Diga que a ama todos os dias

75. Volte ao começo e faça tudo de novo + 100 vezes.

 



Blog EntryLiberdadeMar 11, '08 3:52 PM
for everyone